Aumento de Adoções e Abandono de Animais Domésticos na Pandemia: Um Cenário de Contraste
Durante a crise sanitária global, o mercado de animais de estimação surpreendeu ao registrar um crescimento robusto, com um aumento notável nas adoções de cães e gatos, mas infelizmente acompanhado por uma elevação preocupante no abandono desses bichos, o que levanta questionamentos sobre a conscientização da sociedade sobre a posse responsável.
O período de isolamento social impulsionou o desejo por companhia, resultando em um pico de até 50% no interesse pela adoção de animais nos meses iniciais da pandemia, o que é um reflexo positivo da busca por afeto. No entanto, a gerente de projetos da Ampara, Rosângela Gebara, destaca que o aumento de 61% no número de abandonos entre 2020 e 2021 é um grave indício das dificuldades econômicas e sociais, lembrando que a rejeição de animais é um ato criminoso e exige alternativas humanitárias para o cumprimento da responsabilidade assumida.
Para aqueles que ponderam em ter um animal de estimação, é crucial uma reflexão prévia, considerando o compromisso de longa data com o bem-estar do pet, incluindo aspectos financeiros, tempo disponível para atenção e passeio, espaço adequado e paciência para a adaptação, além de se informar sobre as regras de adoção das instituições, que geralmente incluem idade mínima, documentos, assinatura de um termo de responsabilidade, entrevista e, em alguns casos, taxas para custeio dos cuidados.
Ter um animal de estimação é um ato de amor e companheirismo, mas acima de tudo, é uma demonstração de responsabilidade e empatia. A decisão deve ser tomada com plena consciência dos deveres que acompanham essa jornada, garantindo que o ser vivo que entra em nosso lar receba os cuidados, a segurança e o carinho que merece. Assim, transformamos a vida desses animais e enriquecemos a nossa, contribuindo para uma sociedade mais justa e compassiva.
