Aumento Alarmante de Maus-Tratos a Animais na Pandemia
A Delegação Eletrônica de Proteção Animal (Depa) de São Paulo observou um aumento substancial nas notificações de crueldade contra animais, com um crescimento aproximado de 10% entre o início de 2019 e o mesmo período de 2020. Este triste panorama é parcialmente atribuído ao maior tempo que as pessoas passaram em suas residências, uma medida implementada para conter a proliferação do coronavírus. A veterinária Tália Tremori, membro do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), enfatiza a extrema fragilidade dos animais em ambientes domésticos onde há violência. Ela destaca que os animais não conseguem expressar seu sofrimento, tornando essencial a proteção por parte dos humanos. Comportamentos agressivos comprometem não apenas a saúde física e mental dos bichos de estimação, mas também a de toda a família. Tália alerta que indivíduos que maltratam animais representam um risco potencial para mulheres, crianças e idosos.
Disparada de Maus-Tratos e Abandono Animal em São Paulo Durante a Pandemia
No vibrante cenário de São Paulo, a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa) divulgou dados preocupantes: um aumento de cerca de 10% nas denúncias de crueldade animal entre o início de 2019 e o mesmo período de 2020. Esse crescimento, que acendeu um alerta para as autoridades e defensores dos direitos dos animais, é amplamente associado ao período de isolamento social imposto pela pandemia de COVID-19, que resultou na permanência prolongada de muitas famílias em seus lares. A médica veterinária Tália Tremori, representando o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), pontua com veemência a vulnerabilidade inerente dos animais de estimação em ambientes domésticos permeados pela violência. “Eles são seres indefesos, que não possuem voz. Se não atuarmos em sua defesa, correm o risco de serem negligenciados e esquecidos”, explica Tremori. Ela sublinha que atos de agressão contra animais não apenas prejudicam o bem-estar físico e emocional do pet, mas também sinalizam um perigo iminente para os demais membros da família. “Quem inflige dor a um animal é, frequentemente, um agressor em potencial de mulheres, crianças e idosos”, adverte a veterinária, ressaltando a interconexão entre as diferentes formas de violência.
Em um desdobramento igualmente alarmante, o abandono de animais também se tornou uma preocupação crescente durante a pandemia, com muitas ONGs registrando um aumento significativo desses casos. Tália Tremori reitera que “o abandono constitui, por si só, uma forma grave de maus-tratos”. Contudo, em meio a essa realidade desafiadora, a veterinária observa um lado mais esperançoso: “Felizmente, temos visto também um aumento no número de pessoas que optam pela adoção responsável”, comenta. Ela faz um apelo para que a decisão de adotar um animal seja tomada com plena consciência da grande responsabilidade que isso acarreta, enfatizando que os pets devem ser acolhidos e cuidados com o máximo de carinho e dedicação.
A crescente onda de denúncias de maus-tratos e o aumento no abandono de animais durante a pandemia de COVID-19 servem como um doloroso lembrete da fragilidade de nossos companheiros peludos e da necessidade urgente de maior conscientização e proteção. A interligação entre a violência contra animais e a violência doméstica contra humanos, conforme destacado pela Dra. Tália Tremori, é um ponto crucial que nos impulsiona a ver o bem-estar animal não apenas como uma causa isolada, mas como um indicativo da saúde social e moral de uma comunidade. Este cenário reforça a responsabilidade individual e coletiva de garantir que todos os seres vivos, especialmente os mais vulneráveis, sejam tratados com respeito e dignidade. A esperança reside nas ações de adoção consciente e no fortalecimento de redes de apoio e proteção animal, para que cada pet encontre um lar seguro e amoroso.
